Wednesday, March 14, 2007

Sr. Manel

Oriundo de Freixo de Espada à Cinta, o Manelito chegou à capital para trabalhar no sector automóvel e foi durante a juventude um obediente aprendiz, convenientemente e constantemente mascarrado de óleo e fuligem.

Já nos tempos do Ferodo, o Sr. Manel aquire um estabelecimento próprio e constitui família, que consiste na patroa e na filha, que mantém um affaire com o Tó Manel, embora este não se lembre.

Instituído como patrão, há anos que não toca em desperdício e tem as unhas escrupulosamente limpas. Benfiquista dos tempos do Vítor Baptista, tem devido a isso bem presente o flagelo das drogas e não consente um simples ambientador na latrina que serve a oficina.

A vida sentimental do Sr. Manel passa por um caso, ou mais, com a mãezinha da Marilene, nos verões da Caparica. Claro que a patroa nem imagina. Nem essa nem as outras...

Mas tem um problema: de quando em vez tem uns ataques de dupla personalidade que o deixam perplexo consigo próprio e que mantêm o hábito de comprar uma determinada publicação quinzenal, que ele transporta num saco opaco e guarda debaixo do calendário Firestone 1993/1994 que mantém, plastificado, no tampo da secretária.

Sr. Manel is no more.

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